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23 May
24. Furos no rejunte

Andei em linha reta, a câmera em outro percurso. Um olho na lente e outro no passo-vistoria. Me dedico a analisar os rejuntes, aquilo que quadricula o chão, a base que se transforma quando aproximamos os olhos dos detalhes.


Na última semana, a vizinha do 32 não estava, viajou. Reparei pela pilha de jornais em sua porta. 

Não tive como perguntar se a menina passou por ali. Não percebi nada parecido com o que ela falou outro dia. Investiguei. 

Percebi a mulher tirando livros de um armário no corredor. Ela estava lendo e jogando os volumes na lajota J. Brincando no Corredor? Depois que ela saiu de lá, verifiquei um outro furo. O furo R.

Quando cheguei bem perto do furo R, uma história se revelou. A menina teve um gato, o gato Mel. Ele foi sequestrado na região da Ilha Comprida, do lado da ilha mais próximo a Iguape do que Cananéia. Nunca mais o gato voltou. Reparei um papel, parecia fotográfico, tinha a ponta mais durinha. Estava enrolado e enfiado dentro do buraco. 

Na semana que vem eu levo um grampo de cabelos e tiro a foto de lá.

Por hoje, deixo aqui os vídeos e as fotos dos furos R, V e Z

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